segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Sinto tanta falta quando você não está aqui...



Hoje o dia está nublado, depois de um fim de semana cheio de idas e vindas achei que fosse ser diferente, mas tudo se tornou tão remotamente igual que eu nem sei mais.  E só o que queria era ter era a coragem de correr até você e dizer o quanto sinto saudade das coisas que devíamos ter vivido juntos, nem que seja só por um minuto.  

Mas de todas as minhas covardias, como aquele medo bobo de ficar presa dentro do elevador do prédio ou subir as escadas de incêndio, e aquela fobia por tubarão desde que bom, assisti o filme " tubarões " no space, você tem sido a mais difícil de encarar. E eu acho que isso está me matando aos poucos, só que, você não sabe. 

Seria diferente se eu te contasse ? Tudo o que sinto? Poderia começar pelo seu sorriso hollywoodiano ou, quem sabe, por esse seu olhar inocente quando esta tocando uma música nova.  Ou eu posso dizer como uma tia antiga: " nossa, como você cresceu. Lembro de você ainda menino. Cabelo preto e corpo magro porem, sempre bem vestido. Inocência na aparência e humildade em todos os gestos. Apesar do corpo ter mudado e ter adquirido alguns músculos, a sua gentileza continua sendo a mesma. Mande um beijo para a sua mãe ".

Eu não sei oque acontece, juro que não sei, e eu juuuro que tento descobrir as inúmeras maneiras pelos quais preciso pensar em você 50 por 98.  De todos os meus arrependimentos você tem sido o pior. Não por algo ruim, mas por todas as fraquezas que coloquei em nossa frente.   

Mas, talvez eu não me arrependa tanto assim. Se formos analisar, tiveram outras coisas em jogo, que nem eu e nem você sabíamos enfrentar. Eramos crianças descobrindo oque é uma atração ou paixão...  Estávamos aprendendo a amar, a gostar e a viver um dia de cada vez.  Queríamos um amor de verão, daqueles de filmes que tudo bem, quando voltássemos para casa teríamos certeza de que nos veríamos de novo, sem esperança de hora ou lugar. 

Sinto falta disso. De acreditar nisso.

Mas hoje  o dia é diferente e enquanto eu mato a mim mesma com interrogações,  vivo escrevendo para alguém que nunca ira ler. Mas quem se importa ?